Informações gerais sobre a escolha e apresentação dos conteúdos relacionados às nossas atividades

 

Estamos construindo este componente do site com o material que servirá para a compreensão das referências conceituais do nosso trabalho.

Por enquanto, reservamos este espaço para indicar a leitura do livro abaixo, do qual extraímos um fragmento muito instrutivo e que tem servido como inspiração para os projetos da Paradigma S.A.

 


 

Texto extraído do Livro:

 

TRANSFORMANDO CONHECIMENTO EM  RESULTADOS

Beatriz Muñoz-Seca e Josep Riverola - 2004

 

A Gestão do Conhecimento como Diferencial na busca de mais Produtividade e Competitividade para a Empresa.

                          

                        

DESENVOLVIMENTOS FUTUROS

 

A gestão do conhecimento para a melhora permanente está começando. Não há nenhuma razão para supor que se terá uma ferramenta completamente operacional (como a contabilidade) num tempo curto. Do ponto de vista deste livro há muito mais perguntas do que respostas e nesta seção queremos dar ao leitor uma visão resumida dos temas principais que ainda devem ser resolvidos.

1.     A implantação da gestão do conhecimento não está bem desenvolvida. Há muito poucas ações específicas próprias da GC. A originalidade da proposta geral não se complementa com a ação detalhada possível.

2.     Não existe uma metodologia completa de implantação. A intenção desse resumo é só uma lista de coisas a considerar, mas está longe de ser uma metodologia detalhada, como a apresentada no capítulo 9. A razão é óbvia. Quase não há antecedentes da necessidade de projeto e implantação de um metassistema, um sistema no qual não se fazem ações mas prepara o ambiente para que os outros façam as ações. Há muito que fazer por aqui.

3.     Não está clara a forma de apoiar a solução de problemas. A descrição do processo ajuda a compreender mas não ajuda muito a apoiar. Deveriam ser tipificadas classes de transformações gerais, de critérios e heurísticas, de forma que estivessem facilmente disponíveis para o uso. O mesmo sucede com a criatividade em que se reproduzem os mesmos problemas.

4.     A relevância e a importância necessitam de um fundamento conceitual mais extenso do que apresentado aqui. Devem-se documentar experiências e estabelecer umas linhas gerais que ajudem a sua implantação.

5.     Há pouca experiência nas medidas organizacionais. Parece que os resultados apontados são bons mas não há uma sólida evidência disso. Por outro lado, cabem outras possibilidades que nem sequer se intuem nesse momento. Necessita-se de um trabalho empírico notável que relacione aprendizagem com a estrutura organizacional.

6.     O desenvolvimento tecnológico é muito elementar. A tecnologia deveria apoiar todos os aspectos da gestão do conhecimento, mas o tratamento desses objetos não é adequado no momento. Tanto o sistema de regras como o de casos são muito primitivos e não deram o resultado esperado.

7.     Necessita-se de um novo paradigma para que o sistema de informação ponha o escritório informatizado em cima da mesa. O sistema deve estar acessível como um elemento a mais dentre os que se manejam no dia-a-dia como se fosse um prolongamento do correio eletrônico. Se isso não for assim, as tentativas de desenvolver sistemas tecnológicos de apoio terão problemas de uso. Por outro lado, a implementação do paradigma deve ser muito simples, ao alcance de qualquer pessoa que possa trabalhar com um computador. Os sistemas atuais são excessivamente onerosos em tempo e esforço.

8.     A gestão do conhecimento ao apoiar-se em muitas tecnologias e metodologias herda o que é primitivo em muitas delas. A própria psicologia não tem respostas para muitas das questões que se propõem. Como vimos, a resposta deve ser buscada no campo da inteligência artificial que é uma das poucas ciências que se preocupa com os problemas de implantação. Ainda está por se fazer uma revisão do verdadeiro valor do que está disponível e da facilidade de implantação. O que existe nas investigações de inteligência artificial realizadas nos últimos quarenta anos e que seja útil para nós ainda é desconhecido. Alguns exemplos são: é o soar um fundamento adequado para um sistema de apoio à melhora? O que pode contribuir detalhadamente? Pode ser um complemento de raciocínio? Como se implementa efetivamente um TMS, se é que se pode implantar? Se esses conceitos que ajudam a entender estivessem prontos para serem usados em aplicações de certo tamanho a gestão do conhecimento disporia de uma tecnologia muito desenvolvida e única apoiada em décadas de trabalho de boa qualidade.

Insistimos, não há nenhuma razão que nos leve a crer que essas questões vão ser resolvidas imediatamente. De fato, muitas continuam incólumes há mais de quinze anos, quando decidimos explorar esse campo. Muito foi percorrido, mas o que temos averiguado é mais entendimento que ação e muitas vezes emprestando conceitos de outras disciplinas. John Von Neuman e Oscar Morgersten, em seu prólogo à Teoria dos Jogos, dizem:

“A física levou mais de 2.000 anos de observação cuidadosa culminando com observadores como Tycho Brache, Copérnico e Galileu, para criar o substrato para a síntese genial de Isaac Newton. Não há nenhuma razão para supor que no terreno das ciências sociais tudo vá ser mais rápido”.

Pois bem, querido leitor que chegou até aqui, voltaremos a nos encontrar daqui a 2.000 anos para presenciar a síntese maravilhosa. Até então e que os ventos lhe sejam propícios.”